7º Corpo Crítico

CORPO CRÍTICO

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TEXTOS PUBLICADOS

Arthur de Barros Campos

Reflexos de corpos projetados

É impossível pensar o corpo por apenas um parâmetro e esperar que o entenda por inteiro, que sua imagem está completa. Nunca está. Jamais estará. Os bons filmes são justamente aqueles que não buscam a totalidade do corpo, eles não ...

Arthur Falinacio

Imergir para respirar

Figuras misteriosas em preto e branco dançam na tela ao som de intensos ritmos musicais de matriz africana, impactando o público e preenchendo pungentemente o vazio escuro da sala de cinema. Em seguida, são entrecortadas por registros de jornais denunciando ...

Carmim

Feiura Comovente e os labirintos em ruínas

Puxa. Solta. Puxa. Solta. Ouvimos instruções. Alguém que geme. Desafinado e choroso, como quem gesta ou tenta colocar algo para fora de seu corpo. A cacofonia da dor ainda desconhecida se sobrepõe a uma imagem do céu. Uma corda atravessa ...

Francisco Ribeiro

O mundo dentro e fora da perda

A morte tende a nos pegar desprevenidos. Muitos tendem a sequer falar sobre o fim, seja por superstição ou por medo, e quando ele chega, não há como saber qual será a reação. Mãe do Ouro (Maick Hannder, 2024) embarca ...

Heitor Peifer Ferraz

Mujeres, luz refletida

Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta. É um trecho do texto A Noite, do escritor Eduardo Galeano. Desde o momento ...

Marina Carrano Lelis

Ovnis, úteros e ovários em Come Out

Na tela, a câmera caminha, suavemente, de uma sombra escura para uma luz avermelhada, que aos poucos toma conta do plano. A sombra retorna e, dismórfica, apresenta-se lateralmente cercada pelo vermelho, imiscuindo-se a ele em uma espécie de vibração. Algum ...

Nayara Aguiar

O apetite da imagem: voragem, fricção e materialidade em Narcisa Hirsch

“As imagens mais apetitosas são as que nos deixam com fome, são elas que dão sabor ao mundo.” (Marie-José Mondzain em O Apetite de Ver, 2014)  No filme Canciones Napolitanas, Narcisa Hirsch (1928-2024) parece testar o que acontece quando a ...

Otávio Osaki

Cinema é lugar de sonhar. Cinema é lugar de dormir.

As coisas existem em indiferença ao nosso fito. Conscientes ou não, as coisas existem e dão prosseguimento, principalmente no cinema. O cinema é ritual: acontece em determinado horário, em determinado lugar e vai se iniciar independentemente da nossa presença ou ...

Sofia Carlos

O desejo suspenso sob píxel e asfalto

Núbia (Bárbara Bello, 2025) se estica para fora de um limite; o filme é o efêmero, suspende o desejo do corpo para espaços distintos. E esse calor atravessa as paredes do quarto, esticando-se até Belo Horizonte, penetrando as ruas desertas ...