Neste filme, o erotismo é tratado como textura, atrito entre cidade e corpo, sonolências, ressonâncias. O corpo que pesa, que dorme pesado. O corpo ao mesmo tempo circunscrito ao espaço íntimo e em deriva pela cidade. Por sua coragem estética, pela consistência de sua proposta formal e pelo modo singular como habita o espaço erótico-urbano, o júri confere o Prémio de Melhor Filme da Mostra Minas a “Núbia”, de Bárbara Bello.